quinta-feira, 24 de abril de 2008

Só umas palavras (em 29/05/2007)

Eu me entreguei por inteiro pra vc, fiz tudo por nós dois!
Cheguei aonde pensei que jamais chegaria...
E vc fugiu do meu amor!
Acho que vc é covarde demais pra merecer alguém como eu!

"-Não é nada, é só tristeza!"

Se só escrevo bem quando estou triste, nada me garante que esse texto vai sair muito bom. Não sei se o que sinto pode ser chamado de tristeza, sabe aqueles momentos em que de repente bate uma melancolia? E se alguém nos pergunta o que estamos sentindo, a única resposta "lógica" que vem a cabeça é:

"-NÃO É NADA, É SÓ TRISTEZA!"

Pois é, eis-me aqui, tentando escrever sobre algo que nem sei direito o que é, sei apenas de onde veio. Será que sei mesmo???


Por muitas vezes, repeti a frase: Relembrar é reviver, e a cada dia que passa me convenço mais da veracidade da mesma, só não sei se isso é excessivamente bom ou mal, excessivamente absurdo ou normal. O que sei é que uma lembrança simples, de coisas quase que insignificantes perante a grandiosidade do problema no qual estão envolvidas, são capazes de causar uma nostalgia tremenda, um nó na garganta, um aperto no peito, uma vontade enorme de esquecer. Mas esquecer como???


É... os detalhes! Quem dera poder acabar com essa mania de sempre me apegar a eles, são eles que por muitas vezes me tiram do sonho e me colocam numa realidade em que não quero estar. Assim como não é a traição que machuca e sim o abandono, assim como não é o término que nos deixa mal e sim o preterimento, também os detalhes, imperam, mesmo que sorrateiramente, diante de toda e qualquer situação. Ah! Os malditos detalhes, acho que a partir de agora, quando me bater esse momento de nostalgia e me perguntarem o que sinto, responderei:

"-NÃO É NADA, SÃO SÓ OS DETALHES!"

terça-feira, 15 de abril de 2008

UM DIA SENTIRÁS MINHA FALTA (em 11.07.07)


Um dia você vai procurar no infinito e verá apenas uma estrela dizendo que fui embora.
Pedirá a ela que lhe mostre o caminho, mas será inútil, pois apagarei minhas pegadas com a minha dor.
Um dia o arrependimento ferirá seu peito, não que tenha sido importante para você, mas porque fui inútil na sua vida.
E quando precisar de alguém nos momentos decisivos de sua vida, encontrarás apenas o vazio.
Um dia buscará meu sorriso no pôr-do-sol e no despertar da lua, mas encontrarás apenas o silêncio e perguntarás: onde ela está?
E resposta não terá, porque até mesmo a natureza se negará a dizer.
Um dia quando os seus sonhos forem derrubados pela incompreensão, sentirá no peito a flecha do arrependimento por não ter amado quem muito te amou.
A verdade é que um dia sentirás minha falta, mas será inútil chorar, pois suas lágrimas não me trarão de volta, porém, farei delas um rio e navegarei para longe das terras onde estiveres.